O Banco Central criou um serviço gratuito que impede abrirem conta no seu nome — e ele só funciona se você ativar
Chama-se BC Protege+. Com a proteção ligada, os bancos são obrigados a consultar o sistema antes de abrir conta com o seu CPF. A ativação não é automática.
O passo a passo, tela por tela
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Antes de tudo, confira o nível da sua conta gov.br. O serviço exige nível prata ou ouro, com a verificação em duas etapas ligada.
Se a sua ainda é bronze, o próprio gov.br mostra como subir — costuma ser gratuito e feito pelo celular, com reconhecimento facial.
Conta bronze não abre o serviço. Suba para prata antes. -
Entre no site do Banco Central e vá para a área do cidadão: Serviços, depois Cidadão, depois Meu BC.
Digite o endereço você mesmo no navegador. Não entre por link recebido em mensagem — páginas falsas que imitam o Banco Central existem justamente porque o assunto é dinheiro.
Digite bcb.gov.br você mesmo. Nunca por link de mensagem. -
Dentro do Meu BC, procure o BC Protege+. É onde você diz ao sistema financeiro que não quer que abram conta no seu nome.
Ali também ficam outros serviços do cidadão, como a consulta de valores a receber — todos gratuitos.
Toque em BC Protege+. -
Ligue a proteção. O Banco Central informa que o efeito é imediato — assim que você ativa, o sistema já responde aos bancos.
Dá para desativar a qualquer momento, e é isso que você faz no dia em que quiser abrir uma conta nova de verdade.
Ativação e desativação valem na hora.
Ver este passo a passo em telas, uma de cada vez
Existe um tipo de fraude que a pessoa só descobre tarde: alguém usa o seu CPF para abrir uma conta em um banco onde você nunca pisou. Depois, essa conta é usada para receber dinheiro de golpe — e o seu nome fica no meio.
O Banco Central criou uma proteção gratuita contra isso, o BC Protege+. Com ela ligada, você avisa o sistema financeiro inteiro que não deseja a abertura de conta no seu nome.
Como funciona na prática
A proteção fica registrada num banco de dados do Banco Central. Antes de abrir uma conta, ou de incluir alguém como titular ou representante, as instituições autorizadas são obrigadas a consultar esse sistema.
Se a sua proteção estiver ativada, a abertura não acontece. Não é um alerta que alguém pode ignorar: é uma consulta obrigatória.
Vale para conta de depósito à vista, conta poupança e conta de pagamento pré-paga, inclusive em instituição onde você já tem conta.
Preciso ativar ou já vem ligado?
Precisa ativar, e este é o ponto que mais faz gente ficar desprotegida achando que está protegida.
O Banco Central foi explícito ao lançar: a ativação não é automática. Quem quiser a proteção precisa entrar no serviço e fazer essa opção. Quem nunca entrou continua com o CPF liberado.
A boa notícia é que ativar leva poucos minutos, é on-line e vale imediatamente.
Vou ficar impedido de abrir conta?
Só enquanto a proteção estiver ligada — e desligar é tão rápido quanto ligar, feito por você mesmo, com efeito imediato.
Na prática, o uso que faz sentido é este: deixe a proteção ligada por padrão e desligue no dia em que for abrir uma conta de verdade. Depois ligue de novo.
Para quem não pretende abrir conta nova, ela pode simplesmente ficar ligada o tempo todo, sem atrapalhar nada do que você já usa. Contas que você já tem continuam funcionando normalmente.
Por que isso protege mais do que parece
Porque ataca a fraude na origem, e não no prejuízo. Quase todo golpe grande precisa de uma conta para receber — e conta aberta com documento de terceiro é o insumo mais valioso do crime digital.
Quando o CPF fica bloqueado para novas aberturas, ele deixa de servir para isso. Você protege a si mesmo e, de quebra, tira uma peça da engrenagem que atinge outras pessoas.
É também uma das poucas proteções que funcionam mesmo que seus documentos tenham vazado — e hoje é seguro presumir que vazaram, porque vazamentos de grandes bases atingiram quase todo brasileiro.
O que ele não faz
Vale ser preciso, porque confundir isso cria falsa sensação de segurança. O próprio Banco Central destaca que o serviço é uma camada extra, e não substitui as demais.
- Não impede golpe por Pix, mensagem ou telefone. Para isso valem as regras de sempre: não repassar código, não pagar por link, conferir pelo aplicativo.
- Não cancela contas que já existem no seu nome, inclusive alguma aberta por fraude antes da ativação.
- Não substitui a checagem dos bancos, que continuam obrigados a verificar identidade dos clientes.
Se você desconfia que já existe conta aberta indevidamente com o seu CPF, o caminho é outro: o Registrato, também gratuito e no mesmo Meu BC, mostra os relacionamentos que você tem com instituições financeiras.
Cuidado com quem se oferece para ativar
Serviço gratuito do governo é sempre acompanhado de gente cobrando para fazer no seu lugar — e, pior, pedindo a senha do gov.br.
Duas regras que resolvem: não existe taxa para ativar o BC Protege+, e a senha do gov.br não se empresta a ninguém. Com ela em mãos, uma pessoa contrata empréstimo, muda conta de recebimento de benefício e acessa o seu histórico.
Se precisar de ajuda para mexer no site, peça a alguém de confiança — mas digite você mesmo a senha.
De onde vem esta informação
Informação conferida nas fontes oficiais em .
Por Redação MOBRAL Digital — como apuramos