O título de eleitor cabe no celular e mostra o local de votação — inclusive quando a seção muda sem aviso
É o aplicativo e-Título, da Justiça Eleitoral. Vale como documento na hora de votar e funciona sem internet, se você abrir uma vez antes.
O passo a passo, tela por tela
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Na loja de aplicativos, procure por e-Título. Confira o autor antes de instalar: precisa ser da Justiça Eleitoral.
Aplicativos de terceiros com nomes parecidos existem e não têm valor de documento.
Só o da Justiça Eleitoral vale como documento. -
Informe seus dados para o aplicativo localizar o seu título — costuma pedir nome, data de nascimento e o nome da mãe, ou o número do título.
Em algumas versões a entrada é feita pela conta gov.br, a mesma dos outros serviços.
Nome exatamente como está no documento. -
Pronto: aparece o seu título com zona, seção e situação. Aqui também fica o local de votação com o endereço completo.
Vale conferir esse endereço todo ano — seções mudam de escola, e muita gente descobre no dia.
Confira o endereço: seções mudam de lugar. -
Abra o documento uma vez com internet, ainda em casa. É esse acesso que grava as informações no aparelho.
Depois disso ele abre sem internet — que é exatamente a situação da fila, onde o sinal costuma cair pelo volume de gente.
Abra em casa, com wi-fi. Na fila o sinal costuma cair.
Ver este passo a passo em telas, uma de cada vez
O título de papel some na gaveta, e quase ninguém lembra a zona e a seção de cor. No dia da eleição isso vira fila errada, escola errada e tempo perdido.
O e-Título resolve: é o aplicativo oficial da Justiça Eleitoral, gratuito, que mostra o seu título, o local de votação e a situação eleitoral.
Ele vale como documento na hora de votar?
Vale, com uma distinção que evita surpresa: se o seu cadastro tem biometria, o aplicativo exibe a sua foto e ele sozinho basta.
Se não tem biometria coletada, o e-Título aparece sem foto — e nesse caso é preciso levar também um documento oficial com foto, como RG ou CNH.
Vale conferir isso antes do dia: abrir o aplicativo e ver se a sua foto está lá responde a pergunta em dois segundos.
Preciso de internet na hora de votar?
Não, desde que você tenha aberto o aplicativo pelo menos uma vez com internet. Esse primeiro acesso grava os dados no aparelho.
Isso importa mais do que parece: no dia da eleição, escolas com muita gente costumam ficar com sinal ruim, e quem instalou o aplicativo na porta da seção pode não conseguir carregar nada.
A recomendação prática: instale e abra na semana anterior, em casa, com wi-fi.
Confira o local de votação todo ano
Seções eleitorais mudam de endereço com alguma frequência — escola que fechou, prédio em reforma, redistribuição de eleitores.
O aviso existe, mas costuma passar despercebido. Conferir no aplicativo leva menos de um minuto e evita chegar num lugar onde você não vota mais.
Vale conferir também o de familiares que votam com você — especialmente quem tem dificuldade de locomoção e precisa saber com antecedência se o local tem acesso adequado.
Não vou poder votar. E agora?
Quem está fora do município no dia pode justificar a ausência pelo próprio aplicativo, no dia da eleição, dentro do horário de votação.
Quem perdeu o prazo pode justificar depois, também por meio dos canais da Justiça Eleitoral, dentro do período previsto. Passado esse prazo, existe multa — de valor pequeno, mas que precisa ser paga para regularizar.
Ficar irregular tem consequência prática: pode travar a emissão de passaporte, a posse em concurso público e a obtenção de certidões.
Minha situação está irregular
O aplicativo informa a situação. Se estiver irregular, o caminho costuma ser um destes:
- Justificar ausências antigas ou pagar a multa correspondente.
- Regularizar o cadastro, quando há dado divergente.
- Fazer o cadastramento biométrico, quando o cartório eleitoral exige.
Boa parte disso é resolvida pelos canais eletrônicos da Justiça Eleitoral, sem ir ao cartório. Vale começar por lá antes de encarar fila.
Transferi de cidade. O que muda?
Quem muda de município precisa transferir o título para votar no novo endereço — e a transferência tem prazo, que fecha alguns meses antes de cada eleição.
O pedido pode ser feito pelos canais eletrônicos da Justiça Eleitoral, com documento de identidade e comprovante de residência. Depois de concluído, o aplicativo passa a mostrar a nova zona, a nova seção e o novo local de votação.
Quem não transferiu e mudou para longe tem duas opções no dia: voltar para votar ou justificar a ausência pelo aplicativo. Vale decidir isso com antecedência, e não na véspera.
Serve para tirar segunda via?
O e-Título substitui a segunda via em papel para a maioria das situações — inclusive para votar, quando há biometria.
Se ainda assim for necessário o documento impresso, ele pode ser emitido pelos canais da Justiça Eleitoral, também de graça. Nenhum serviço relacionado ao título de eleitor é pago.
O golpe que aparece em época de eleição
Todo período eleitoral traz uma onda de mensagens, e elas seguem um padrão:
- Link sobre “título cancelado” ou “regularização urgente”, com prazo apertado. A página copia o site oficial e rouba dados.
- Cobrança de taxa para transferir título ou emitir segunda via. Esses serviços não são pagos.
- Falsa convocação para mesário pedindo dados bancários.
- Aplicativo parecido na loja cobrando por consulta gratuita.
A regra que resolve todos: a Justiça Eleitoral não manda link por mensagem e não cobra por consulta. Na dúvida, abra o aplicativo oficial ou o site digitado por você.
De onde vem esta informação
Informação conferida nas fontes oficiais em .
Por Redação MOBRAL Digital — como apuramos