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Golpe da falsa central de atendimento: o número que você procurou no Google é o do golpista, e a ligação parte de você

Aqui a vítima é quem liga — e é isso que derruba a desconfiança. O número falso foi plantado onde as pessoas procuram: na busca e nos anúncios.

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Ver este passo a passo em telas, uma de cada vez

Você precisa resolver algo no banco. Procura o telefone no Google, liga para o primeiro número que aparece, e é atendido por alguém muito solícito. Só que esse número não é do banco.

Esse golpe inverte a lógica de todos os outros: quem liga é você. E porque a iniciativa foi sua, a desconfiança some — afinal, ninguém te procurou.

Como o número falso vai parar na sua frente

  • Anúncios pagos na busca. Criminosos compram anúncio com o nome do banco e colocam o próprio telefone. O anúncio aparece acima do resultado verdadeiro.
  • Sites que copiam o banco, com endereço parecido, e mostram um telefone de “atendimento”.
  • Perfis falsos em redes sociais que respondem reclamações públicas oferecendo “ajuda por telefone”.
  • Comentários e listas de telefones em sites de terceiros, que qualquer um edita.

O que acontece na ligação

O atendimento é bom — melhor que o do banco de verdade, muitas vezes. Perguntam seu CPF, confirmam dados que já têm, e conduzem você a:

  • informar a senha ou o código que chegou por mensagem;
  • instalar um aplicativo “de suporte” que dá acesso remoto ao seu celular;
  • fazer um Pix para uma “conta de segurança”;
  • ou simplesmente confirmar dados que faltavam para completar o golpe depois.

O aplicativo de acesso remoto é o pior deles: com ele instalado, a pessoa vê a sua tela e opera o seu banco enquanto você segura o telefone.

Onde está o telefone verdadeiro

Só existem três lugares confiáveis, e nenhum deles é a busca:

  1. O verso do seu cartão. Está impresso ali, e ninguém consegue trocar.
  2. Dentro do aplicativo do banco, que você abriu pelo ícone no seu celular.
  3. O extrato ou a fatura em papel, se você recebe.

Guarde esse número. Escreva num papel e deixe perto do telefone, se preferir. Quem tem o número certo à mão não precisa procurar no momento do aperto — e é no aperto que se cai.

Os sinais durante a ligação

  • Pedem senha, código ou os números do cartão. Banco nenhum pede.
  • Pedem para instalar um aplicativo para “resolver mais rápido”. Nunca aceite.
  • Pedem para transferir dinheiro para qualquer conta, mesmo “em seu nome”.
  • O atendimento é rápido demais, sem espera, sem menu, sem gravação de segurança.

Se você já ligou e passou dados

Desligue e ligue para o banco pelo número do verso do cartão. Peça bloqueio do cartão e da conta, e diga que foi golpe.

Se instalou algum aplicativo que eles pediram, desinstale imediatamente e desligue a internet do celular até resolver. Depois troque as senhas — a do banco e a do e-mail ligado à conta.

Havendo Pix, peça a Recuperação de Valores pelo MED, com pressa: a chance de recuperar cai a cada hora.

O aplicativo de acesso remoto é o pior deles

Vale explicar separadamente, porque muita gente instala achando que é exigência do banco. São programas que permitem a outra pessoa ver e controlar a tela do seu celular à distância.

Existem para suporte técnico legítimo, e é justamente por isso que estão nas lojas oficiais — o que engana. Instalado, o golpista abre o seu aplicativo do banco, faz transferências e some, enquanto você continua na linha achando que está sendo atendido.

A regra é absoluta: nenhum banco pede para instalar aplicativo durante uma ligação. Nenhum, em nenhuma hipótese.

Como guardar o número certo

Isso resolve o golpe na origem, e leva um minuto para fazer hoje:

  1. Pegue o cartão e olhe o verso: o telefone está impresso ali.
  2. Salve nos contatos do celular com um nome claro — “BANCO — oficial”, por exemplo.
  3. Escreva também num papel e deixe onde você guarda os documentos.

Quem tem o número à mão não precisa procurar no momento do aperto. E é no aperto — com dinheiro sumindo, cartão bloqueado, conta com problema — que a busca apressada leva ao número errado.

Onde denunciar

Avise o banco pelo número oficial e registre boletim de ocorrência. Vale também denunciar o anúncio ou o site falso à plataforma onde ele apareceu: anúncios são removidos quando denunciados, e isso interrompe a captação de novas vítimas.

Se o banco não resolver a contestação, registre reclamação no Banco Central e no consumidor.gov.br — são canais oficiais e as instituições respondem por eles.

De onde vem esta informação

Informação conferida nas fontes oficiais em .

Por Redação MOBRAL Digitalcomo apuramos

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