Golpe do falso entregador: a maquininha na porta de casa é adulterada, e o valor que aparece na tela não é o que sai da sua conta
A entrega que você não pediu, a taxa pequena para liberar o pacote, a maquininha com a tela trocada. São três golpes diferentes usando a mesma cena.
Ver este passo a passo em telas, uma de cada vez
Alguém toca a campainha com um pacote. Diz que é uma entrega para você, ou para um parente. Só que falta pagar uma taxa pequena — frete, imposto, seguro. A maquininha já vem na mão.
É um dos golpes mais eficazes justamente porque acontece na porta de casa, com uma pessoa fardada, num contexto que parece normal. E porque o valor pedido é pequeno: quem discutiria por vinte reais?
Três golpes diferentes na mesma cena
1. A maquininha adulterada
O aparelho é preparado para mostrar um valor na tela e cobrar outro. Você vê “R$ 19,90”, digita a senha, e sai da conta um valor muito maior. Também há maquininhas que gravam a senha e os dados do cartão.
2. A taxa que não existe
Nenhuma entrega comum cobra taxa na porta sem aviso prévio. Compras com imposto a pagar são informadas antes, pelos canais oficiais, e nunca por um entregador com maquininha.
3. A troca do cartão
O entregador diz que o cartão não passou, pede para você tentar de novo, e no meio da confusão devolve outro cartão parecido. Você guarda o cartão errado sem perceber, e o seu vai embora com a senha que acabou de ser digitada.
As regras que impedem os três
- Não pague nada que você não esperava pagar. Se a compra foi feita por você, o pagamento já foi combinado antes.
- Confira o valor na tela ANTES de digitar a senha — e leia em voz alta. Golpista tem pressa; quem não tem nada a esconder espera.
- Nunca entregue o cartão na mão de ninguém. Você mesmo insere ou aproxima, e você mesmo retira.
- Confira o cartão que voltou para a sua mão, olhando o nome e os últimos dígitos.
- Não receba entrega que não é sua “para ajudar o vizinho” sem conferir. É porta de entrada para outros golpes.
Como conferir se a entrega é legítima
Peça o nome da loja e diga que vai conferir. Depois:
- Abra o aplicativo da loja ou o site oficial e veja se existe pedido em seu nome.
- Se disserem que é presente de um parente, ligue para o parente — do número que você já tem salvo.
- Se a pessoa se recusar a esperar, desistir ou ficar nervosa, você acaba de confirmar o que precisava saber.
Entregador de verdade não se importa de esperar dois minutos. Golpista se importa muito.
Se você já pagou
Ligue para o banco pelo número do verso do cartão e diga que houve fraude em maquininha. Peça o bloqueio imediato do cartão e a contestação da compra.
Guarde: o comprovante, se houver; o horário; a descrição da pessoa e do veículo; e, se tiver, a imagem da câmera. Faça o boletim de ocorrência — esse golpe costuma acontecer em série no mesmo bairro, e o registro ajuda a polícia a ligar os casos.
Se você digitou a senha na maquininha, troque a senha do cartão assim que possível, porque ela pode ter sido gravada.
Uma proteção que vale para toda a casa
Combine com quem mora com você, principalmente com quem atende a porta durante o dia: nada se paga na porta. Nem taxa, nem frete, nem imposto, nem “diferença”.
Essa regra única resolve praticamente todas as variações desse golpe, e não exige que ninguém reconheça uma maquininha adulterada — o que, sendo honesto, é impossível de fazer no olho.
Quando o pacote é de verdade, mas o golpe também
Existe uma variação que confunde muita gente: a encomenda existe mesmo. Alguém comprou algo em seu nome, com seus dados vazados, e o entregador cobra na porta uma “taxa” que fica com o golpista.
Se você não fez nenhuma compra, recuse a entrega. Receber pacote que você não comprou pode ser usado para provar que você “aceitou” uma compra feita com seus dados, e complica a contestação depois.
Combine com quem fica em casa
Esse golpe acontece durante o dia, quando quem atende a porta muitas vezes não é quem compra. Vale uma regra combinada com toda a casa, incluindo quem cuida de alguém idoso:
- Não se paga nada na porta. Nem taxa, nem frete, nem imposto, nem diferença.
- Não se recebe entrega que ninguém pediu.
- Não se entrega o cartão na mão de ninguém, em nenhuma circunstância.
Uma regra que não exige julgamento no momento é sempre melhor que uma que exige — porque na hora, com alguém esperando na porta, ninguém julga bem.
Onde denunciar
Registre boletim de ocorrência e avise a loja verdadeira, se o golpista usou o nome dela. Empresas mantêm canais para isso e costumam colaborar com a polícia — o mesmo grupo aplica o golpe em muitos endereços do mesmo bairro, e os registros ligam os casos.
Se houve cobrança no cartão, a contestação corre pelo banco. Guarde tudo: horário, descrição da pessoa, veículo, e imagem de câmera se houver.
De onde vem esta informação
Informação conferida nas fontes oficiais em .
Por Redação MOBRAL Digital — como apuramos
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