Existe um botão no Meu INSS que impede qualquer empréstimo descontado do seu benefício — e quase ninguém sabe que ele existe
Com o bloqueio ligado, ninguém contrata consignado no seu nome: nem por telefone, nem com os seus dados na mão. Leva menos de dois minutos e se desliga quando você quiser.
O passo a passo, tela por tela
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Abra o aplicativo Meu INSS e entre com o seu CPF e a senha da conta gov.br — é a mesma senha que abre os outros serviços do governo.
Se ainda não tem o aplicativo, baixe pela loja do celular conferindo que o autor é o INSS.
Toque em Empréstimo consignado. Em alguns aparelhos aparece dentro de “Do que você precisa?”. -
Dentro de Empréstimo consignado aparecem duas coisas: os contratos que existem hoje e a opção de bloqueio.
Aproveite para olhar a lista de contratos. Se houver algum que você não reconhece, é aí que se descobre — muita gente só percebe o desconto meses depois.
Toque em Bloqueio de empréstimo. -
Ligue a chave do bloqueio. Quando ela fica colorida, com a bolinha à direita, está ativa.
Pronto: a partir desse momento, nenhum banco consegue registrar um novo empréstimo descontado do seu benefício. Nem por telefone, nem por aplicativo, nem com alguém de posse dos seus documentos.
Chave ligada: colorida e com a bolinha à direita. -
Guarde o comprovante. O aplicativo mostra a confirmação com data e hora — tire uma foto da tela.
Se um dia você mesmo quiser fazer um empréstimo, volta nessa tela e desliga a chave. A diferença é que a decisão passa a ser sua, e não de quem ligou oferecendo.
Fotografe esta tela: é o seu comprovante de que o bloqueio existe.
Ver este passo a passo em telas, uma de cada vez
Todo mês, milhares de aposentados descobrem no extrato um desconto que nunca autorizaram. Empréstimo consignado é aquele descontado direto do benefício, antes de o dinheiro chegar na conta — e é justamente por ser automático que virou alvo preferido de quem aplica golpe.
Existe uma proteção simples contra isso, gratuita e feita pelo próprio beneficiário: o bloqueio de empréstimo consignado no Meu INSS. Com ele ligado, nenhum banco consegue registrar um novo contrato descontado do seu benefício.
Por que essa proteção é tão eficaz
A maioria das defesas contra golpe depende de a pessoa reconhecer a fraude no momento em que ela acontece — desconfiar da ligação, não clicar no link, não repassar o código. Isso funciona, mas exige atenção o tempo todo, e uma falha basta.
O bloqueio é diferente: ele age mesmo quando a pessoa erra. Ainda que alguém consiga seus documentos, sua senha ou sua confiança, a contratação simplesmente não passa. É uma tranca na porta, e não um alarme que depende de você acordar.
O que ele impede — e o que não impede
Vale ser preciso, porque confundir isso pode dar falsa sensação de segurança.
- Impede: novos empréstimos consignados descontados do seu benefício do INSS.
- Não impede: contratos que já existem — esses continuam sendo descontados até o fim.
- Não impede: golpes de outro tipo, como Pix, cartão ou boleto falso. É uma tranca numa porta específica, e é preciso ver as outras portas também.
Confira os contratos que já existem
Antes de ligar o bloqueio, olhe a lista de contratos ativos na mesma tela. Ela mostra qual banco, qual valor e quantas parcelas faltam.
Se aparecer um contrato que você não reconhece, três coisas devem ser feitas, nesta ordem:
- Ligue para o 135, telefone oficial do INSS, e registre a contestação. A ligação é gratuita de telefone fixo.
- Procure o banco que aparece no contrato e peça o cancelamento por fraude, guardando o número de protocolo.
- Registre reclamação no consumidor.gov.br se o banco não resolver. É plataforma oficial e as empresas respondem por lá.
Guarde os protocolos de tudo. É o que sustenta o pedido e marca a data em que você avisou.
O golpe que usa exatamente esse assunto
Como o consignado envolve dinheiro fácil e gente que precisa, ele virou tema de golpe por si só. Os mais comuns:
- Ligação oferecendo empréstimo com juros baixos, pedindo dados e uma foto do documento. Os dados vão embora, e o empréstimo aparece — só que contratado por outra pessoa.
- Mensagem dizendo que existe “dinheiro liberado” no seu nome, com link. O link rouba a senha do gov.br.
- Alguém que se oferece para “desbloquear” ou “limpar” o consignado mediante pagamento. Não existe esse serviço: bloqueio e desbloqueio são gratuitos, feitos por você no aplicativo.
A regra que resolve todos de uma vez: ninguém do INSS liga oferecendo empréstimo. O INSS não vende, não oferece e não telefona propondo crédito.
Se você não consegue mexer no aplicativo
Não ter facilidade com o celular não deixa ninguém desprotegido. O bloqueio também pode ser pedido pelo telefone 135, e presencialmente numa agência do INSS, com agendamento pelo mesmo número.
Um filho ou neto pode ajudar a mexer no aplicativo — o que ninguém deve fazer é entregar a senha do gov.br para terceiros, nem mesmo para conhecidos que se ofereçam para “resolver tudo”. Com essa senha, contrata-se empréstimo em seu nome.
Quem pode pedir o bloqueio
Qualquer pessoa que receba benefício pago pelo INSS — aposentadoria, pensão por morte, auxílio ou BPC. Não há custo, não há carência e não é preciso justificar por quê.
O bloqueio também não prejudica quem já tem empréstimo em andamento: os contratos existentes seguem normalmente até acabar. O que ele impede é a criação de contratos novos.
Vale a pena mesmo para quem nunca pensou em fazer empréstimo
Principalmente para quem nunca pensou. Porque a proteção não é contra a sua decisão — é contra a decisão de outra pessoa usando o seu nome.
Pense assim: se você não pretende contratar consignado nos próximos meses, deixar essa porta aberta só serve para quem quer entrar por ela. Fechar não custa nada e se desfaz em dois toques no dia em que você precisar.
Combine com a família
Vale conversar com quem cuida das contas em casa, e com filhos que ajudam à distância. Três combinados que evitam a maior parte dos casos:
- O bloqueio fica ligado por padrão, e só se desliga quando a própria pessoa decide contratar.
- Ninguém empresta o CPF “só para simular”, nem para conhecido, nem para ajudar terceiro.
- A senha do gov.br não se compartilha com ninguém — nem com parente, nem com despachante, nem com quem “vai resolver tudo para você”.
Essa última é a mais importante. Com a senha do gov.br em mãos, contrata-se empréstimo, muda-se conta de recebimento e acessa-se todo o histórico da pessoa.
De onde vem esta informação
Informação conferida nas fontes oficiais em .
Por Redação MOBRAL Digital — como apuramos
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