Prova de vida pelo celular: dá para fazer de casa, pelo aplicativo gov.br, sem ir ao banco nem enfrentar fila
São oito passos e leva poucos minutos. E tem uma coisa que precisa ficar clara antes: ninguém liga da sua casa para pedir prova de vida — quem faz isso é golpista.
O passo a passo, tela por tela
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Abra o aplicativo gov.br no celular e entre com o seu CPF e senha.
Se ainda não tem o aplicativo ou não sabe sua senha, resolva isso primeiro — a prova de vida acontece dentro dele.
Depois de entrar, toque em Serviços. -
Dentro de Serviços, procure e toque em Prova de vida.
Em alguns celulares ela também aparece como um aviso na tela inicial do aplicativo, assim que você entra. Se aparecer o aviso, pode tocar direto nele.
Toque em Prova de vida. O aviso “pendente” indica que há uma para fazer. -
A tela mostra a prova de vida que está pendente, com o nome do órgão que pediu. Toque nela.
Se aqui não aparecer nenhuma pendência, você não precisa fazer nada — e isso é uma boa notícia, não um erro do aplicativo.
Sem nada “pendente” aqui, não há prova de vida a fazer agora. -
Leia a tela e toque em Autorizar. O aplicativo vai explicar que precisa usar a câmera para conferir o seu rosto.
Isso é normal e é o procedimento oficial: é o reconhecimento facial que comprova que você está vivo, sem precisar ir a lugar nenhum.
Toque no botão Autorizar para liberar a câmera. -
Agora é a parte da foto. Segure o celular na altura do rosto, num lugar bem iluminado, e siga o que a tela pedir — normalmente virar o rosto devagar para um lado e para o outro, ou piscar.
Tire o chapéu, o boné e os óculos escuros. Óculos de grau pode manter. Se não der certo na primeira vez, tente de novo: não acontece nada, e não existe limite que puna quem erra.
Lugar claro, celular na altura do rosto, movimentos devagar. -
Terminado, aparece a confirmação de que a prova de vida foi enviada.
Guarde ou fotografe essa tela. O resultado é informado pelo órgão que paga o benefício — no caso do INSS, dá para acompanhar pelo aplicativo Meu INSS.
Tire uma foto desta tela: é o seu comprovante de que fez.
Ver este passo a passo em telas, uma de cada vez
Durante muitos anos, prova de vida significava sair de casa, pegar fila no banco e mostrar documento no guichê. Hoje ela pode ser feita pelo celular, com a câmera, em poucos minutos — e sem custo nenhum.
Vale dizer logo, porque é o que mais gera aflição: a prova de vida só precisa ser feita quando existe uma pendência avisada pelo órgão que paga o benefício. Se você abrir o aplicativo e não houver nada pendente, está tudo certo. Não há o que resolver.
O que é a prova de vida
É a confirmação de que a pessoa que recebe o benefício está viva. Existe para impedir que benefício continue sendo pago no nome de quem já morreu — e, portanto, protege o dinheiro de todo mundo.
Na versão digital, essa confirmação é feita por reconhecimento facial no aplicativo gov.br: a câmera do celular compara o seu rosto com a foto que o governo já tem nos documentos.
O que você precisa ter antes de começar
- Uma conta gov.br, com CPF e senha que você saiba.
- O aplicativo gov.br instalado, baixado da loja oficial do celular.
- Um celular com câmera na frente, aquela que tira a foto olhando para você.
- Um lugar com boa luz — luz de frente, nunca contra a janela.
O golpe que nasceu junto com a prova de vida
Esta é a parte mais importante do texto, e vale ler com atenção mesmo que você já saiba fazer a prova de vida.
Como muita gente tem medo de perder o benefício, criminosos passaram a ligar dizendo que a prova de vida está vencendo e que o pagamento vai ser cortado. Pedem dados, senha, ou mandam um link para “fazer a prova de vida por aqui”. Às vezes dizem ser do banco, às vezes do INSS.
Guarde estas três frases:
- Prova de vida não se faz por telefone. Nenhuma. Em hipótese nenhuma.
- Prova de vida não se faz por link recebido em mensagem. Só dentro do aplicativo gov.br, que você abre pelo ícone no seu celular.
- Ninguém oficial pede a sua senha. Nem do gov.br, nem do banco, nem do INSS.
Se receber uma ligação assim, pode desligar sem se explicar. Depois, se quiser conferir, abra o aplicativo você mesmo e veja se existe alguma pendência. É a única maneira segura de saber.
Se o reconhecimento facial não funcionar
Acontece, e não é culpa sua. As causas mais comuns são luz fraca, luz vindo de trás, celular tremendo ou câmera suja. Tente de novo com o celular apoiado, num lugar claro, e limpe a lente com um pano macio.
Se ainda assim não der certo, existe atendimento presencial. Quem recebe do INSS pode agendar pelo aplicativo Meu INSS ou pelo telefone 135. Ninguém fica sem alternativa por não conseguir usar o celular — e pedir ajuda aqui não é fracasso, é usar um serviço que existe exatamente para isso.
Quem pode fazer por você
Uma pessoa acamada ou com dificuldade de locomoção não precisa se deslocar: existe procedimento específico para esses casos, e o caminho é o mesmo — canal oficial, aplicativo Meu INSS ou telefone 135.
Um filho ou neto pode ajudar a mexer no celular, e isso é ótimo. O que ninguém pode fazer é a foto no seu lugar: o rosto que aparece tem de ser o de quem recebe o benefício. É esse o sentido da prova.
Quando a prova de vida costuma ser pedida
Ela não é um evento surpresa. O órgão que paga o benefício avisa quando existe uma pendência, e esse aviso aparece dentro do aplicativo — não por telefone, não por mensagem.
Por isso a rotina mais segura é simples: abra o aplicativo gov.br de vez em quando, uma vez por mês, e veja se há algo pendente. Leva menos de um minuto e substitui completamente a ansiedade de esperar um aviso que pode nunca vir — ou que, quando vem por telefone, provavelmente é golpe.
Quem prefere não depender de aplicativo pode ligar para o 135, que é o telefone oficial do INSS, e perguntar se existe pendência. A ligação é gratuita de telefone fixo.
Se o benefício já foi bloqueado
Benefício bloqueado por falta de prova de vida não é benefício perdido. O pagamento fica suspenso até a comprovação, e volta a ser liberado depois que ela é feita — inclusive com os valores do período parado, conforme a análise do órgão.
O caminho é o mesmo: fazer a prova de vida pendente pelo aplicativo. Se não conseguir pelo celular, agende atendimento presencial pelo Meu INSS ou pelo 135.
Duas coisas para não fazer nessa situação, porque é exatamente quando a pessoa fica vulnerável:
- Não pague ninguém para “desbloquear” o benefício. O procedimento é gratuito, e quem cobra por isso está aplicando um golpe em cima do desespero.
- Não entregue sua senha do gov.br a despachante, atravessador ou “ajudante”. Com ela, a pessoa consegue pedir empréstimo em seu nome.
Uma proteção que vale ativar no mesmo dia
Já que você vai estar com o aplicativo aberto, aproveite para fazer mais uma coisa: no aplicativo Meu INSS existe a opção de bloquear empréstimo consignado.
Com esse bloqueio ligado, ninguém consegue contratar empréstimo descontado do seu benefício — nem por telefone, nem por aplicativo, nem com seus dados em mãos. É uma das proteções mais eficazes que existem para quem recebe aposentadoria ou pensão, e leva menos tempo que a própria prova de vida.
Se um dia você mesmo quiser fazer um empréstimo, basta desbloquear. A diferença é que a decisão passa a ser sua, e não de quem ligou oferecendo.
De onde vem esta informação
Informação conferida nas fontes oficiais em .
Por Redação MOBRAL Digital — como apuramos
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