O extrato do seu benefício mostra cada desconto com nome e sobrenome — e é ali que aparece o que você nunca autorizou
Chamam de demonstrativo de pagamento. Ele lista o valor cheio, cada desconto e o que sobra. Vale abrir uma vez por mês: é onde o desconto indevido dá as caras.
O passo a passo, tela por tela
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Abra o aplicativo Meu INSS e entre com o CPF e a senha da conta gov.br.
Na tela inicial, procure Extrato de pagamento. Dependendo da versão, ele aparece como demonstrativo de pagamento — é a mesma coisa, e fica na busca de serviços.
Toque em Extrato de pagamento. -
Escolha o mês que você quer ver. O aplicativo guarda os meses anteriores, o que é útil para comparar.
Se você recebe mais de um benefício, ele pergunta qual. Cada benefício tem extrato próprio.
Vale abrir dois meses seguidos e comparar os descontos. -
Aqui está o que interessa. O extrato mostra três blocos: o valor cheio do benefício, a lista de descontos e o valor final, que é o que cai na conta.
Leia a lista de descontos com calma. Cada linha tem o nome de quem descontou — o banco, a associação, o convênio. É aí que aparece o que ninguém autorizou.
Confira cada linha de desconto. Nome estranho merece pergunta. -
Guarde o extrato: existe a opção de baixar em PDF. Serve como comprovante de renda em banco, imobiliária e órgão público, e não precisa autenticar.
Se encontrou desconto que não reconhece, tire uma foto da tela antes de qualquer coisa. Depois ligue para o 135 e conteste.
O PDF daqui é aceito como comprovante de renda.
Ver este passo a passo em telas, uma de cada vez
Todo mês o dinheiro cai na conta e a maior parte das pessoas confere só uma coisa: se o valor está parecido com o do mês passado. O problema é que desconto indevido raramente é grande — ele é pequeno o bastante para passar despercebido por muitos meses.
O extrato de pagamento do Meu INSS resolve isso. Ele mostra o valor cheio do benefício, cada desconto com o nome de quem descontou, e o que sobra.
Por que o valor que cai na conta é menor
Porque entre o valor do benefício e a sua conta existem os descontos. Alguns são normais e previstos:
- Imposto de renda, para quem está na faixa de cobrança.
- Empréstimo consignado que você contratou.
- Pensão alimentícia, quando há decisão judicial.
- Mensalidade de associação ou sindicato, se você autorizou.
Esse último merece atenção redobrada. É a porta mais usada por quem desconta sem autorização, porque o valor é baixo e o nome parece oficial — associação disso, sindicato daquilo, entidade de aposentados.
Não reconheço um desconto. O que faço?
Não pague nada a ninguém para resolver, e siga esta ordem:
- Fotografe a tela com o desconto, o nome de quem cobrou e o mês.
- Ligue para o 135, telefone oficial do INSS, e registre a contestação. Anote o número de protocolo.
- Confira os meses anteriores. Se o desconto se repete há tempo, informe desde quando — isso conta na hora da devolução.
- Se for banco ou financeira, procure a instituição e, se ela não resolver, registre no consumidor.gov.br.
Enquanto contesta, vale ligar o bloqueio de empréstimo consignado no mesmo aplicativo. Ele não desfaz o que já existe, mas impede que apareça mais um.
De quanto em quanto tempo vale conferir?
Uma vez por mês é o ideal, e leva menos de dois minutos. Quem prefere pode conferir a cada três meses, comparando os extratos lado a lado.
O motivo de não deixar passar muito tempo é prático: quanto mais cedo você contesta, mais fácil é comprovar que nunca autorizou — e menos parcelas foram descontadas.
Esse extrato serve como comprovante de renda?
Serve, e é aceito em banco, imobiliária, financiamento e órgão público.
Baixe o PDF pelo próprio aplicativo. Ele já sai com os dados oficiais e não precisa de autenticação em cartório — quem exigir reconhecimento de firma nesse documento está criando exigência que não existe.
Vale guardar o arquivo numa pasta do celular ou no e-mail, para não precisar refazer toda vez.
Não consigo entrar no aplicativo
Os travamentos mais comuns têm solução simples:
- Esqueceu a senha do gov.br? Use a opção de recuperar dentro da própria tela de entrada. Não peça a ninguém para recuperar por você.
- A conta é bronze e o serviço pede nível maior? O aplicativo mostra como subir, geralmente com reconhecimento facial pelo celular, de graça.
- O aplicativo trava ou não abre? Confira se há atualização pendente na loja. Aparelho com pouco espaço livre também trava — apagar fotos e vídeos antigos costuma resolver.
Se nada funcionar, o mesmo extrato pode ser consultado pelo telefone 135 ou presencialmente numa agência, com agendamento pelo mesmo número.
O golpe que usa o extrato
Como o assunto envolve dinheiro que já é seu, ele virou isca. Dois formatos aparecem o tempo todo:
- Mensagem com link dizendo que existe “valor retroativo” ou “revisão liberada” no seu benefício. O link copia a página do gov.br e rouba a senha.
- Ligação de alguém que se diz do INSS, oferecendo aumentar o benefício ou desbloquear um valor mediante pagamento ou dados.
Duas frases resolvem os dois casos: o INSS não liga oferecendo nada, e todo serviço do INSS é gratuito. Quem cobra para conseguir benefício, revisão ou extrato não é o INSS.
E vale repetir a regra que protege tudo o resto: a senha do gov.br não se compartilha com ninguém — nem com parente, nem com quem se ofereceu para resolver tudo.
De onde vem esta informação
Informação conferida nas fontes oficiais em .
Por Redação MOBRAL Digital — como apuramos
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